: Sociointeracionismo em sala de aula: saiba mais sobre a metodologia e como aplicá-la com os alunos
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Educação

Palavra-chave: sociointeracionismo

O sociointeracionismo é uma metodologia de ensino que visa o desenvolvimento de crianças e adolescentes por meio das interações sociais que eles e elas têm com o meio em que vivem. Além disso, o sociointeracionismo tem como grande foco o ser humano, por isso, as relações interpessoais das alunas e dos alunos são fundamentais para o processo de aprendizagem. 

Essa metodologia chegou ao Brasil na primeira metade do século XX e começou a ganhar espaço nas escolas na década de 70. Hoje, está ainda mais forte na medida em que se volta às/ aos estudantes enquanto indivíduos, buscando relacionar o ensino com a vivência de cada pessoa, o que acaba tornando o aprendizado mais prazeroso e completo, pois possibilita que mais relações sejam feitas pelas/os estudantes.

Diferencial do sociointeracionismo

Como pode-se ver, a metodologia sociointeracionista atua de maneira contrária ao ensino tradicional que prioriza a apresentação da matéria focada na reprodução de conteúdos. Sabemos que, de certo modo, a forma “comum” de ensino tem como objetivo passar a maior quantidade de informação para a maior quantidade de estudantes. E é claro que muito é perdido aí, já que nessa relação se estabelece a parte que fala - o/a professor/a - e a parte que ouve - o/a aluno/a. Desse modo, há pouco espaço para trocas e uma maior tendência à repetição.

Por que o sociointeracionismo é uma metodologia eficaz?

O ser humano aprende também por imitação. Desde muito pequenas, as crianças descobrem o mundo por meio dos seus sentidos e das relações com outros seres humanos. E é claro que as pessoas mais importantes nesse processo são suas ou seus responsáveis diretos, familiares em geral.  

As crianças têm a tendência de imitar o comportamento das pessoas e aprender com elas. Aprendem a se relacionar com outras crianças e professores/as. Desse modo, é possível adquirir conhecimento por meio das interações construídas nessa fase em diante.

A metodologia sociointeracionista vai de encontro com a ideia de que fatores orgânicos e ambientais exercem influência no processo de desenvolvimento dos seres humanos, inclusive em sua formação educacional. De forma mais objetiva, o conhecimento é o produto de fatores objetivos e subjetivos que fazem parte do cotidiano.

A interação entre organismo e meio é ativa, já que, para o sociointeracionismo, a construção do conhecimento é um processo que tem o ser humano como ator principal.

A aprendizagem ocorre por meio de interações que, por sua vez, geram um momento de troca que é internalizado. Sendo assim, o aprendizado acontece primeiramente no plano social e depois no plano individual.

Vygotsky, o teórico conhecido como fundador do sociointeracionismo, afirma que todas as Funções Psicológicas Superiores (FPS) - como memória, consciência, percepção, atenção, fala, pensamento, vontade, formação de conceitos e emoção - partem das relações reais entre as pessoas.  

É, ao fazer uso da memória lógica e da atenção voluntária, que um conceito se forma. Logo, são dois tipos de conhecimento existentes: o real e o potencial. No real, o indivíduo é capaz de realizar tarefas de forma independente. Enquanto que no conhecimento potencial, o desenvolvimento se dá somente com a ajuda do outro. 

Há a chamada “zona de proximidade”, que é a distância entre o conhecimento real e o potencial. Com o intuito de desenvolver as funções psicológicas, a/o estudante precisa ser inserida/o em situações de resolução de problemas. Somente assim é possível construir conhecimentos. Em outras palavras, o sociointeracionismo se trata de uma abordagem histórico-cultural do desenvolvimento humano.

Saiba mais sobre o sociointeracionismo e pessoas que estudam sobre este tema

Como o Instituto Energia do Saber aplica o sociointeracionismo em sala de aula?

Interação é a palavra-chave quando falamos em sociointeracionismo e, no Colégio Plenitude, possibilitamos que essa didática seja utilizada com alunos e alunas de todos os anos. Seguindo os ensinamentos de Délia Lerner, as/os professores/as procuram oferecer a possibilidade de o/a estudante entrar em contato com a leitura por meio do prazer, na medida em que podem selecionar leituras de seu interesse.

Para além disso, os/as adolescentes podem sempre estabelecer uma troca com a/o professor/a, pois há espaço para falar, em todas as aulas,  podendo dividir se algo aconteceu em casa, se estão bem ou não, partilhar emoções e novidades. Assim, é criada uma rede de troca entre professoras/es e alunas/os, mas também entre as/os próprias/os estudantes, o que acaba por tornar o ambiente da sala de aula mais democrático e interessante, na medida em que a matéria é relacionada com a vivência de cada pessoa, bem como dos interesses que as mesmas trazem para a sala de aula.

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